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Bater para educar? Veja 3 soluções diferentes para ensinar limites

A Barata Diz Q Tem

Hoje, 04 de junho é o dia Mundial de Combate a Agressão Infantil. A UNICEF nos alerta, de que as agressões sofridas pelas crianças ainda se disfarçam de boa educação. Todos os dias, 18 mil menores de 5 anos morrem por causas evitáveis, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). Há 33 anos esse dia 04 de junho foi escolhido como data para repensarmos as agressões e violações dos direitos das crianças em todo o mundo. Vamos aproveitar a data para refletirmos sobre nossa conduta e nosso comportamento.

Para refletir

Qualquer pai ou mãe — sejam eles de primeira viagem ou não — carregam consigo o objetivo de dar a melhor educação possível para os seus filhos. Para isso, é preciso lidar sempre com o respeito, amor e paciência. Porém, em alguns casos, os pais acabam optando pela agressão física e verbal na hora de educar os filhos. Em outros, as palmadas vêm como resposta aos momentos de raiva, explosão e falta de limites — quando os filhos fazem birras em espaços públicos, por exemplo.

Entretanto, já está mais do que claro que bater para educar está longe de ser a melhor medida e, na maioria das vezes, acaba gerando o efeito contrário: em vez de respeito e educação, os filhos desenvolvem sentimentos como medo e rancor.

Recentemente, o Papa Francisco deu uma declaração dizendo que castigos físicos são válidos e muitos pais acreditam nessa corrente, achando que essa estória de traumas é um exagero. Eles costumam pensar: “sempre fui criado à base de palmadas e nunca tive nenhum trauma. Por que meu filho poderia ter?”. O que acontece, porém, é que cada pessoa é de um jeito e não há garantias de que o tratamento com violência física e psicológica não causará danos maiores ou menores. Se aprendemos que não devemos bater na professora, no colega, no guarda, enfim, no outro. Por que adultos poderiam bater nas crianças?

É preciso refletir sobre essa conduta violenta e encontrar outras atitudes que garantam que os seus filhos aprendam os limites, mas sem precisar serem agredidos para isso. Quer saber algumas delas? Então continue acompanhando o nosso post e confira!

Imponha o respeito através do carinho

Quando os pais não batem no filho, eles se apresentam como autoridade diante da atitude da criança. É exatamente com essa atitude de saber lidar com carinho e paciência com as manhas da criança, que os pais mostram que sabem manter o controle de si mesmos, agindo como pessoas que se preocupam com o filho e têm capacidades para lidar com as situações problemáticas sem se descontrolar e recorrer aos tapas ou gritos.

Você não sai batendo nos outros porque o trânsito está engarrafado, porque a fila do banco está demorando, porque foram injustos com você ou te frustraram de qualquer modo. Por que seu filho deve aprender assim?

É importante lembrar que a força física de um adulto é muito maior do que a de uma criança, e se amplia nos momentos de raiva. Ou seja, quando você não bate, você evita machucar seu filho seriamente.

Lidar com os problemas dos filhos com carinho e diálogo e explicar os limites sem impôr violência fazem com que o desenvolvimento das crianças seja saudável. Com isso, você garante melhor que o seu filho não tenha dificuldades para respeitar autoridades e receber ordens, já que ele não será controlado na infância pela força física e sim por normas e diálogos bem compreendidos.

Saiba diferenciar autoridade de autoritarismo

Apesar de parecerem bem semelhantes, esses dois conceitos são muito diferentes. Ter autoridade significa agir com o poder que se tem para estipular regras e zelar pelo bom convívio. Agir com o autoritarismo, porém, significa abusar do poder que lhe cabe, impondo regras de forma rude e criando uma relação de tensão entre a família.

Usar a autoridade para estipular limites e educar é perfeitamente cabível para os pais que querem uma alternativa às palmadas. É muito importante, entretanto, que você saiba deixar claro para o seu filho que você tem esse poder de decisão sobre ele e que as atitudes que toma são sempre visando o bem de toda a família. A criança precisa entender que ela pode escolher o que quer, mas que a decisão final será sua.

Eduque com palavras e saiba escutar

Muitos pais acreditam na prática de castigar com palmadas, gritos e outras formas de agressão como uma alternativa para a correção do mau comportamento, da falta de limites e da falta de respeito por parte dos filhos. Porém, um grande passo para transmitir a imagem de autoridade para os filhos é saber ouvi-los e conversar sempre que algo não estiver indo para o caminho certo. 

Quando os filhos notam que podem se expressar e que você se importa com o que eles querem e pensam, eles se sentem importantes e, consequentemente, atribuem a você uma imagem de alguém que deve ser respeitado.

E você, usa alguma outra estratégia para educar as suas crianças sem precisar recorrer às palmadas? Conte para nós através dos comentários!

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Comentários

  1. Anônimo disse:

    Esse post parte do pressuposto de que todos os pais são perfeitamente educados. Os pais são seres humanos lutando diariamente com seus problemas pessoais. Pais erram e os filhos tem que saber que errar é humano. O que deve acontecer após o erro é o pedido sincero de desculpas e a tentativa verdadeira de não cometer mais os mesmos erros. Se os filhos acharam que os pais são perfeitos sofrerão muito no futuro porque eles não serão perfeitos como os pais e isso destruirá sua auto estima que pode trazer problemas como depressão e drogas. Eu nunca bati nos meus filhos mas tive a benção de ser uma pessoa estudada e bem informada. Palmadas são diferentes de espancamento e um grito de raiva é diferente de palavras degradantes e xingamentos. Não vamos confundir as coisas.

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