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Como posso ajudar meu filho a superar o bullying?

O bullying é um termo utilizado para classificar um comportamento agressivo repetitivo praticado contra uma pessoa de qualquer idade. Esse comportamento é bastante frequente em grupos de crianças e adolescentes, que escolhem um indivíduo para fazer agressões verbais ou até mesmo físicas com o intuito de menosprezá-lo, satisfazendo os próprios egos.

Como o bullying é uma situação que toda criança ou adolescente, eventualmente, vai vivenciar, é preciso que seu filho esteja preparado para enfrentá-la e superá-la.

O papel dos pais nessa superação é extremamente importante para que elas tenham apoio o suficiente para conseguir passar por essa fase difícil. Mas como é possível ajudá-los?

Tipos de bullying

Para saber como ajudar seu filho a superar o bullying é preciso saber identificar esses comportamentos agressivos. O bullying é classificado em três tipos diferentes de agressão:

  • Física: agressões como socos, chutes, mordidas, puxões de cabelo e atitudes como roubo, estragar um objeto pessoal de alguém e a obrigação de se fazer algo que não deseja;
  • Verbal: uso de apelidos ou termos chulos para se referenciar a alguém, ou usar insultos verbais para agredir ou abusar de uma pessoa;
  • De relacionamento: exclusão social, fofocas, humilhações e assédios frequentes.

Identifique as situações de bullying

O primeiro passo para ajudar seu filho a superar o bullying é ensiná-lo a identificar o comportamento problemático. É comum que crianças e adolescentes tenham amigos que gostam de dar apelidos ou que brincam de maneira mais rude com atitudes que são similares ao bullying, mas que não apresentam as características frequentes e humilhantes desse comportamento. O problema é quando essas brincadeiras se tornam dolorosas, insistentes e não divertidas, passando dos limites do bom relacionamento.

Seu filho precisa aprender a identificar essas situações e tomar a iniciativa para que elas cessem, mesmo que seja contando para os pais ou professores.

Fique atento aos sinais

A grande maioria das crianças e dos adolescentes não relatam aos pais, amigos e professores que estão sofrendo algum tipo de bullying, por isso é importante conhecer alguns sinais típicos dessa situação.

Quando seus filhos se aparentam mais ansiosos e com o comportamento bastante diferente do usual (mais agressivos, dormindo mal, comendo pouco ou evitando algumas situações de convívio social) é sinal de que algo pode estar errado.

Se seu filho resiste em conversar com você sobre esse assunto, tente abordar o tema com outras opções de orientação, como assistindo a programas de TV sobre o bullying, ou simplesmente tratando do tema em uma conversa informal com a família.

Lembre-se de reforçar sempre que você também já passou por situações semelhantes e teve que enfrentar esses comportamentos para que eles não se repetissem.

Escute sempre as queixas do seu filho sem julgar

Se o seu filho se sentir confortável para falar desse assunto, essa é a hora para você dedicar todo o seu tempo e paciência para ouvi-lo e compreendê-lo sem julgar.

Ofereça apoio e carinho, deixando claro que está não é uma situação de vergonha ou medo e que você está disponível para ajudá-lo da maneira que ele se sentir mais confortável.

Em muitas situações a criança sente que a culpa do comportamento agressivo é dela, mas você deve deixar claro que quem sofre o bullying não é o culpado, mas sim a vítima.

Fale com alguém da escola sobre a situação

Quando a situação passar dos limites e não cessar, mesmo depois de você conversar com seu filho, talvez a melhor solução seja procurar a ajuda de um professor, diretor ou coordenador da escola ou colégio em que ele estuda.

Quando esses profissionais estão cientes sobre o assunto, eles conseguem intervir melhor para evitar que o quadro comportamental se agrave.

Oriente seu filho sobre o que ele pode fazer nessas situações

Uma boa maneira de superar o bullying é aprender a conviver com ele, para que o comportamento cesse rapidamente. Ensine a seu filho algumas atitudes que ele pode tomar para evitar que o bullying seja agravado:

  • Evite encontrar com as pessoas que estão provocando essas agressões (use outros banheiros, outras salas e conviva com outras turmas);
  • Segure a raiva e evite chorar ou se chatear com a atitude: quanto menos você ligar, mais sem graça a atitude agressiva será para o agressor;
  • Ignore: essa é a melhor maneira de mostrar que o ato do bullying não tem importância para você;
  • Procure a ajuda de um adulto, quando necessário;
  • Sempre converse com alguém sobre isto: vai ajudar a superar o problema e fazer com que a criança ou o adolescente se sinta menos solitário.

Ajude seu filho a recuperar a confiança em si próprio

O último passo para ajudar seu filho a superar o bullying é fazê-lo recuperar a confiança em si próprio. Mostre a ele que você acredita no seu potencial e na sua capacidade de enfrentar essas situações sozinhos, deixando claro que você sempre estará disponível para auxiliá-lo quando precisar.

Seu filho já enfrentou alguma situação de bullying antes? O que você fez para ajudá-lo a superar esses comportamentos agressivos dos colegas? Deixe sua opinião sobre o assunto!

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Comentários

  1. Luciana disse:

    Minha filha começou a sofre bullying aos 7 anos na escola em que estudava . A menina que fazia bullying com ela , era a filha da diretora da escola. E ela achava que podia mandar em todo mundo . Minha filha nunca aceitou tão comportamento. Então a garota a ameaça dizendo “ vou mandar minha mãe te expulsar da escola” e mandava às outras crianças à não brincarem com ela . Quando ela me contou , fui até a escola , falar com a professora, mas ela disse que minha filha estava inventando para chamar atenção. Me aconselhou a não dar ouvidos . Foi o pior conselho que ouvi, minha filha começou a regredir em varias situações. Se sentia insegura e chorava . Fui falar com a diretora e que era a mãe da menina . Apesar de me ouvir , sei que não acreditou na minha filha . Passou um tempo a situação melhorou, então resolvi continuar na escola . No
    outro ano a garota continuou fazendo bullying, até que elas brigaram fisicamente . Os pais da garota fizeram ela pedir desculpas pra minha filha no meio da sala de aulas . As coisas melhoraram por um tempo, mas depois de um tempo surgia tudo de novo . Mesmo assim não a tirei da escola , o que me arrependo muito . Minha filha hoje com 11 anos, apesar de ser muito boa pedagogicamente é muito insegura . Estou mudando ela de escola este ano , com fé de que ela vai superar todo este trauma vivido nesta fase da infância . Sinto muita culpa por não ter-la mudado de escola

    antes . Bullying não é brincadeira de criança e adolescente. São mal criações que devem ser corrigidas nesta fase.

  2. Sandra disse:

    Minha filha está com 15anos agora e em tratamento psicológico e psiquiátrico, pois desde os 9anos, até aos 11, sofria bullying por uma garota da mesma idade e que colocava a turma toda para fazer também . Minha filha não falava para mim mas via a sua mudança de comportamento em casa. Com muita conversa ela acabou falando aos prantos. Desde então fui a escola falei com todos. Tentaram apaziguar, chamar os pais, fazer palestras sobre o bullying mas para minha filha já não adiantava mais. Hoje ela não quer mais se socializar com ninguém, não confia mais em ninguém.
    Tive que parar de trabalhar, ocasionando queda financeira.
    Esse ano ela já melhorou as notas, já a vejo sorrir está sendo um pouco de cada vez.

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