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Consumismo e as crianças: quantos brinquedos são demais?

A Barata Diz Q Tem

Com as imposições das publicidades e propagandas de televisão e também dos produtos coloridos expostos nas vitrines e prateleiras das lojas, o desejo e a vontade de ter são facilmente introjetados no inconsciente das crianças, fazendo com que elas assumam uma postura de sempre querer tudo aquilo que se destaca diante dos seus olhos. Um artigo publicado sobre propagandas que influenciam o consumismo infantil identifica que muitas propagandas incentivam precocemente as crianças à vaidade, à erotização, à má alimentação e ao egoísmo, mesmo com leis e órgãos fiscalizadores.

Sabemos que este não é um comportamento natural dos pequenos, mas, assim como muitos dos nossos hábitos, ele é moldado pela sociedade de consumo e pela mídia, criando o sentimento permanente de insaciabilidade com relação a coisas materiais.

Se você é um pai ou uma mãe preocupado com essas questões e gostaria de educar o seu filho através de valores mais humanistas e menos consumistas e individualistas, vamos discutir nesse texto como isso pode ser feito. Acompanhe conosco!

Limitar o tempo na frente da TV e estimular as brincadeiras

Crianças que passam grande parte do seu dia na frente da TV são presas fáceis da publicidade infantil, que apresentam seus produtos como se fossem irrecusáveis e indispensáveis para a vida; como se a criança fosse ter uma existência incompleta e sem alegria sem aquele produto.

O que fazer diante disso? Simples! Estimular mais as brincadeiras criativas com os seus filhos, deixando a TV de lado. Pintar, desenhar, colorir, mímicas, fantoches e brincadeiras como pique-esconde, pega-pega e outras, além dos brinquedos pedagógicos e educativos são meios de blindar a criança do assédio publicitário, estimulando sempre a sua criatividade.

Que os pais sejam o exemplo

O principal modo pelo qual as crianças aprendem é através da imitação. Logo, de nada adianta não querer um filho consumista, que pede a todo momento novos brinquedos, se o programa principal dos pais nos fins de semana é ir ao shopping fazer compras.

Ao ver o consumo como o principal recurso para a satisfação e a alegria, as crianças necessariamente seguirão esse comportamento e serão desde cedo pequenos consumistas. Portanto, dê o exemplo e faça programas mais construtivos e interessantes com os seus filhos como visitar museus, ir a parques etc.

Encontros de trocas

Essa pode ser uma alternativa divertida para que pais e filhos possam conversar, trocar experiências e brinquedos. Os pequenos sentirão que estão com novos brinquedos e objetos, mas por outra via, diferente da do consumo nas lojas. Isso estimulará as crianças a desapegar dos brinquedos que elas não usam mais, a compartilhar e a inventar novos modos criativos de ter acesso às coisas de uma forma sustentável.  Evitando assim essa relação entre o consumismo e as crianças.

Estimular a confecção de presentes e brinquedos em datas comemorativas

Nas ocasiões especiais como Natal e aniversário, que tal estimular as crianças a fazerem os presentes para as pessoas? Ou que tal propor na família um amigo oculto onde os presentes serão confeccionados por cada um? Essa atitude estimula a criatividade da criançada, é mais econômica e os presentes se tornam únicos e inesquecíveis, pois foram feitos pensados nas pessoas.

E você, como educa os seus filhos em relação ao consumo? Compartilhe com a gente sua opinião!

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Comentários

  1. […] mais generosos, que estarão contribuindo para a construção de uma sociedade mais humanizada e menos consumista. Entretanto, ensinar a doar nem sempre é fácil. Dependendo da idade, as crianças são mais […]

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