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Criança Dança – O Olhar de quem ensina

A Barata Diz Q Tem

Sou professora de dança, minha missão é dizer para as pessoas que elas podem e devem dançar! Mas quando se trata de criança a coisa toma outro rumo: A criança dança! E a missão vira do avesso!

Trabalhei alguns anos dando aulas de dança contemporânea para crianças de 5 a 9 anos e a pergunta que sempre me faziam era: dança contemporânea para criança, como assim? Na verdade é mais simples do que parece e bastante divertido!

Crianças sabem rolar no chão, levantar e cair sem machucar, estão integradas ao movimento, em corpo presente, sendo corpo, aprendendo através do corpo, experimentando corpo. A aula de dança então é o lugar de tomar conhecimento sobre o corpo, organizar os movimentos, compreendê-los e torna-los o mais consciente possível. Explorar e descobrir qualidades desses movimentos, ritmos, combinações, aprender e criar passos, sequências de movimentos.

Sou bailarina e estudo licenciatura em Dança na UFMG, já dou aula há mais de 15 anos e foi ao longo desse percurso que fui me permitindo rever algumas práticas educativas da dança e essas “revisões” naturalmente me conduziram á dança que ensino hoje. Uma dança que é possível para todos os corpos, que acolhe a diversidade, privilegia a expressividade e a criatividade de cada um.

Crianças estão em estado de conexão e a dança contemporânea, sob a perspectiva que trabalho e estudo, está na direção desta conexão que vai sendo “perdida” em virtude do nosso crescimento e engajamento social.  Vamos sendo educados de forma a não nos mover ou a mover de “determinadas formas” e assim, pelo não uso das potencialidades do corpo e do movimento vamos enrijecendo articulações, perdendo flexibilidade, bloqueando nossa espontaneidade e esquecendo de dançar com a vida.

Quando se trata de aprender um estilo específico de dança, alguns códigos entram em cena e é importante o professor estar atendo para não fazer com que o treinamento e a repetição embotem o desejo de explorar o corpo e o movimento de todas as formas possíveis, não se prendendo apenas aos movimentos compreendidos na estética do estilo que está sendo ensinado. Descobrir e investigar movimentos favorecem o desenvolvimento da  inteligência corporal enquanto treinamento e repetição estão mais a serviço do condicionamento. Portanto, atenção!!

Todos nós sabemos dançar! Nascemos sabendo e é importante sempre exercitar esse saber, seja sozinho em casa, a dois ou em grupos. Se for preciso incentivo olhe para a criança e reaprenda a dançar!

                                                                                                                                                                               Nicole Blach é professora de dança, bailarina e pesquisadora, estudante do curso de licenciatura em dança na UFMG.

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