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Mamãe, você é um amor!

A Barata Diz Q Tem

Ele chegou da escola e veio pelo corredor da casa me encontrar. Com os olhinhos fixos onde eu estava, começou a cantarolar a música que está ensaiando para a apresentação da escola. “Mamãe, você é um amor. É um exemplo pra minha vida. Eu te ofereço um abraço e um beijo…”. Foi inevitável não chorar.

Estou emplacando o sétimo Dia das Mães. Comecei a me achar apta para este dia desde a primeira gravidez. Me emocionei com propagandas, escolhi presentes, marquei almoços especiais. Mas, nada, nada mesmo, supera as homenagens e aquele olhar dele me buscando no meio das outras mães para dedicar aquela musiquinha ensaiada apenas para mim.

Como mães, enfrentamos tantos desafios. Costumo falar que nosso carrinho da montanha russa perdeu o freio e ficamos submetidas às condições e curvas da pista. Quando engravidei do Caio, não imaginei como ele me tomaria por inteiro e como eu ia gostar de ser e estar por ele. Entre alegrias, aprendizados e obstáculos, ele foi me mostrando a importância de ser e estar por mim.

Após três anos, fiquei grávida por um instante, como diria Adriane Barroso num texto lindo aqui do blog. Um luto que não pode ser mensurado ou julgado pelo tamanho daquele que se foi. Vendo a minha dor, Caio me abraçou e com seu jeito doce disse: “Não se preocupe, mamãe! Vou colocar a minha capa do Super Homem e voar até o céu para buscar o meu irmãozinho de volta pra você!” Tudo isso aconteceu próximo ao dia que ele faria a homenagem de dia das mães na escolinha.  E ali a troca do ser e estar um pelo outro entrou para outra dimensão.

Agora me vejo em um Dia das Mães duplo. Theo chegou para me completar, preencher aquele espacinho que sempre achei que existia para mais um. No qual meu coração tinha certeza que caberia. Ele veio me mostrar o diferente, novas versões do ser e estar.

Suficientemente Boas

Por mais que existam nas redes sociais regras e formatos que nos cobram e nos fazem sentir culpadas. Há em nós uma certeza de que desempenhamos o melhor que podemos, mesmo nos momentos de dúvidas e incertezas. Todos os dias, milhares de mulheres colocam seus disfarces de mulher comum e saem para transpor limites. Nós sabemos que, por traz daquela roupa comum, tem uma identidade de mulher maravilha escondida.

Somos “suficientemente boas”, como diria o pediatra e psicanalista Donald Winnicott. Afinal, lidamos com pressões e tensões, oferecendo aos nossos filhos cuidados físico, emocional e de segurança. Se tornar uma mãe suficientemente boa é um processo. Acontece enquanto as crianças crescem. Passa por suprir suas necessidades, exigir resultados e, porque não, frustrar suas expectativas.

Aquele chorinho que só passa em um colinho. A sopa de letrinhas que cheira a casa inteira. O jeitinho de organizar as coisas no armário. A forma com que executa mil e uma funções em casa, no trabalho e na vida social. O acolhimento, amor, respeito, carinho. Somos mães! Buscamos a perfeição em cada gesto, palavra ou olhar.

Que esse Dia das Mães seja especial, seja único e seja de empoderamento. Um dia para representar o tanto que devemos falar, discutir, ampliar horizontes. Um dia que pode, e deve, ser mais que uma data comercial. Feliz Dia das Mães!

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